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A imprensa em Viçosa.
 

 

 

   
   
   
   




















 

 


A quantidade de jornais que circularam em Viçosa desde a segunda metade do século XIX até o ano do centenário da cidade (1931) dá a medida da sua histórica vitalidade cultural: foram 29 títulos.

O Cônego Cícero Vasconcelos, no Álbum do Centenário de Viçosa, fala um pouco de cada um no seu artigo “A imprensa em Viçosa”. Não faltam histórias interessantes, como a da assinante do “O Camponez”, que escreve para o jornal para relatar que cancelaria sua assinatura porque, com o fim da escravidão, teria que fazer o trabalho pesado da casa e, assim, não lhe sobraria tempo para ler.

Foi na imprensa viçosense que se revelou o gênio literário de Graciliano Ramos. Quando tinha apenas 11 anos, o já escritor fundou o jornal “O Dilúculo”. Na primeira edição, de 24 de junho de 1904, é publicado “O Pequeno Pedinte”, texto de Graciliano sob o pseudônimo Ramos Oliveira (RO).

Outro personagem de Viçosa que iniciou sua carreira literária nos periódicos – especialmente no período compreendido entre 1927 e 1946 - foi o médico, político e folclorista José Maria de Melo. Era um crítico do uso abusivo de estrangeirismos que se verificava nos jornais, especialmente nas colunas sociais. Se desse uma olhada nos jornais de hoje, ele certamente acharia pouco o que se fazia com o nosso idioma naqueles tempos.

Saindo um pouco de Viçosa, mas guiados por um ilustre viçosense, chegamos também ao auge da imprensa operária, no início do século XX: em 1919, Octavio Brandão escrevia no jornal Spártacus (Rio de Janeiro).

 
 
     
 
 
     
   

 

 

 

 
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