OCTAVIO BRANDÃO
   

 
   
   
 

Octavio Brandão:
naturalista, poeta, pensador

 
   
   
   
   
   
   
   
  Octavio Brandão Rego. Poeta, naturalista, libertário, anarquista, comunista, precursor do petróleo no Brasil. Ou como quis o extinto Departamento de Ordem Pública e Social: “farmacêutico, perigoso, agitador de operários”.

Nasceu em Viçosa, no dia 12 de setembro de 1896. Filho de Manoel Correia de Mello Rego e Maria Loureiro Brandão Rego. Sua mãe morreu quando ele tinha 4 anos e ficou órfão de pai aos 11. Foi o tio materno, Alfredo Brandão – autor de Viçosa de Alagoas - quem o criou.
   
Octavio Brandão foi, junto com Astrojildo Pereira, um dos pilares da formação do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua ideologia e militância levaram-no a passar 15 anos de sua vida no exílio e décadas na clandestinidade. Foi preso 17 vezes.
 

Escrevia – e muito, e muito bem – sobre história, sociologia, ciências naturais. Escreveu poesias, incontáveis artigos para jornais, estudos científicos, o memorável Canais e Lagoas. Grande parte de sua obra não foi publicada, há originais ainda em papel de pão, em português, espanhol. Falava vários idiomas e foi o tradutor de O Manifesto Comunista para o português. Também usou pseudônimos para veicular suas idéias: Antonio Chicote, Brand, Salomão, Salomão Bombarda, Manuel, Souza Dragão, Scipião Fogareu, Krieg, Karl Krieg, Fritz Mayer, Daniel Brauna.

Morreu no dia 15 de março de 1980, lutando contra um AVC.

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